27/08/2019 ATITUDE GLOBAL LIVRE ATITUDE GLOBAL

Atingidos pela cheia seguem em busca de negociações na Justiça

Ribeirinhos e pescadores vão ao Tribunal de Justiça

Desde a manha desta terça feiras, 27 de agosto, cerca de 200 famílias atingidas pelas usinas hidrelétricas de Santo Antônio, em Rondônia, Protestam nas escadarias do Tribunal de Justiça de Rondônia.  A ação faz parte das familias tradicionais que foram impactadas pelas hidroelétricas, e eles cobravam agilidade no andamento do processo de indenização aos impactados. As manifestações acontecem de forma pacifica e informativa na frente do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia por diversas famílias prejudicadas com as cheias do rio Madeira  dos últimos anos.

Segundo o Pastor Rosan Barbosa que é um dos manifestantes informou  que até hoje espera pela indenização e por que essa demora para julgar o processo", relatou o manifestante.

Outra reivindicação é sobre restrição para pescar no rio Madeira que, segundo o pastor Rosan Barbosa, muitas pessoas já foram presas por pesca ilegal.  E destacou ainda que “Quem vive da pesca está tendo dificuldade para sobreviver porque todo lugar que os pescadores tentam  pescar a polícia diz que não pode e isso é muito complicado", finalizou o lider comunitário do bairro Triângulo.

Os protestos foram organizados por representantes de comunidades quilombolas e moradores de Cujubim, Comunidade de Silveira, bairro São Sebastião, Novo Engenho, Comunidade São Sebastião, Abunã, profissionais pescadores do rio Madeira, além de povos indigenas afetados pelas barragens, São Carlos, Baixo Madeira e do bairro Triângulo protestaram na frente e nas escadarias do Tribunal de Justiça de Rondônia, de maneira que a manifestação visa chamar atenção para os conflitos sociais na bacia do rio Madeira sobre as famílias impactadas pelas barragens e pelas cheias do rio Madeira.

A maior parte das  estruturas de logisticas do movimento teria sido bancada por pessoas sofridas que vivem os impactos sociais gerados pelas hidrelétricas do rio Madeira.

De acordo com pastor Rosan Barbosa coordenador do movimento de  “ribeirinhos”, como são conhecidos, buscam reparos pela perda de suas terras, lavouras e local para morar com dignidade desde o início das atividades da construção da barragem Santo Antônio Energia, muitos deles possuem processos em andamento há vários anos e buscam pelo recebimento de seus direitos e indenizações que se arrastam há anos e esperam por decissões dos tribunais.

Os conflitos sociais das populações que vivem na bacia do rio Madeira giram em torno da demora na prestação jurisdicional. O impasse que envolve os gigantescos processos, com laudos periciais, Estudos de Impactos pelo IBAMA, relatos testemunhais e outros documentos, as mais diversas comunidades do entorno do rio Madeira reclamam da demora do andamento dos processos nos tribunais e aguardam por solução dos casos de direitos e indenizações dos moradores afetados pelos mega projetos de barragens na região.

Enquanto os moradores do bairro  bairro Triângulo apontam as barragem de Santo Antônio culpada pelos  transtornos e destruição total do local, por outro lado, a hidrelétrica apresenta justificativas colocando culpa na natureza e trazendo situações para prolongar o andamento processual nos tribunais de justiça.

Os protestos de hoje é o reflexo de intensa mobilização das populações impactadas pelas barragens do rio Madeira, onde os afetados participaram com doações voluntárias e confecções de materias coletivos (cartazes, faixas, aluguel de ônibus, alimentação, água,carro de som e etc.), de forma organizada demosntraram a união das familias impactadas e apresentaram suas reivindicações e ainda conseguiram apoio de outros segmentos a exemplo de estudantes e academicos da Unir - RO.

 Os moradores afetados estão  ansiosos com o desenrolar  desta causa, optaram na data de hoje pelos protestos na frente do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, e nas escadarias, diferente de outras vezes que ocuparam e interromperam os acessos da hidrelétrica Santo Antônio ,em busca de apoio e com a finalidade de  alertar a sociedade para as problematicas existentes e pendentes e reclamam sobre os impactos ambientais, e as inundações que foram devastadoras e agora alegam que se tornaram corriqueiras na bacia do rio Madeira e por isso querem receber suas indenizações.

Fonte:  ATITUDE GLOBAL

Por Gilmar Rocha – Web Repórter

DRT - RO 1670.